Read The House with the Blind Glass Windows by Herbjørg Wassmo Allen Simpson Roseann Lloyd Online

the-house-with-the-blind-glass-windows

Set in an isolated fishing village in northern Norway, this novel chronicles one year in the life of 11-year-old Tora. A tragic legacy of the German occupation, illegitimate Tora is a social outcast. Worse, Tora also has to cope with the fear of her brutish stepfather and his sexual assaults. She consoles herself with lonely fantasies about her real father, with books, andSet in an isolated fishing village in northern Norway, this novel chronicles one year in the life of 11-year-old Tora. A tragic legacy of the German occupation, illegitimate Tora is a social outcast. Worse, Tora also has to cope with the fear of her brutish stepfather and his sexual assaults. She consoles herself with lonely fantasies about her real father, with books, and with the friendship and support of a few village women. This proletarian feminist novel is about the victimization of women, but also about women's solidarity and power. Awarded a coveted Nordic prize, this is the first volume of a trilogy....

Title : The House with the Blind Glass Windows
Author :
Rating :
ISBN : 9781878067593
Format Type : Paperback
Number of Pages : 227 Pages
Status : Available For Download
Last checked : 21 Minutes ago!

The House with the Blind Glass Windows Reviews

  • Teresa Proença
    2019-05-14 23:09

    Desconcerta-me. Quando não gosto de um livro de que devia gostar. Porque dele gostaram leitores que muito respeito. Li tudo. Forcei-me a reler algumas passagens. E nada me emocionou. Mas deveria. Pela história que conta. De uma menina. Vítima do pior que pode acontecer a uma criança. E fiquei indiferente. Porque não acreditei em Tora. Que, para mim, não passa das palavras de Herbjørg Wassmo. E não me basta. Não gosto muito de biografias. Gosto, sim, de romances. Porque me deslumbra que um escritor dê vida e alma a gente imaginária. Que eu ame ou odeie. Que me façam rir com as suas alegrias. Chorar com as suas tristezas. Quem chegou até aqui, nesta opinião, já deve estar irritado com tanto ponto final. Pois este romance é escrito assim. Com frases curtas e soltas. Como se as ideias ficassem inacabadas e o leitor tivesse de as continuar. Uma escrita poética? Pode ser...Também não gostei da repetição de algumas situações. Demasiadas idas à retrete e muitas referências à história do gato esfolado, que me chocou e de que não apreendi o sentido. Achei o estilo e a história muitos semelhantes à Desumanização de Valter Hugo Mãe: a acção num país nórdico, a história de uma menina vítima de abusos, a prosa "soluçante"...

  • João Carlos
    2019-05-10 06:03

    Harbjorg Wassmo (n. 1942)“A Casa Com Alpendre de Vidro Cego” é o primeiro livro escrito pela norueguesa Harbjorg Wassmo (n. 1942) e faz parte de uma trilogia, com um enredo que se situa em meados década de 1950 numa pequena vila piscatória de uma ilha, no norte da Noruega, delimitada pelo fiorde e pelo mar, num clima agreste e violento, revelando personagens despojadas do supérfluo, numa luta constante pela sobrevivência física e mental. A personagem principal é uma menina chamada Tora, que carrega a vergonha e o estigma de ser filha de um soldado alemão, denominada como “filha do inimigo” ou a “fedelha alemã”; que vive com a mãe e com um padrasto incapacitado fisicamente, mentalmente fraco, mas violento e abusador, numa casa comunitária, centro de uma narrativa desesperada de vidas e vivências. Ingrid, a mãe, foi humilhada e marginalizada por “ter dormido e engravidado do inimigo alemão”, quase sempre ausente, trabalhadora incansável numa fábrica de conservas de peixe, num esforço permanente pela subsistência, num ambiente hostil e retrógrado, sem contemplações ou compaixão, próprias das pequenas comunidades dominadas pela religiosidade e pelo preconceito. A sua tia Rakel é uma mulher incansável e irreverente, lutando constante contra as adversidades da vida e dos negócios, com uma enorme força anímica, sem tempo para a autocomiseração ou o desespero.“A Casa Com Alpendre de Vidro Cego” é um primeiro romance de qualidade excepcional, com descrições maravilhosas das paisagens e das agruras de um clima inclemente, numa narrativa simples e poética, com destaque para as relações humanas contrastantes entre as diferentes personagens, com comportamentos e pensamentos complexos, impregnados de uma religiosidade doentia; onde a pobreza, a culpa, o pecado, a vergonha e a punição estão sempre presentes. Tora é uma menina, que apesar das agruras de vida, luta desesperadamente pela felicidade.Brilhante…

  • Oscar
    2019-05-17 04:27

    Cuando estás leyendo una novela, hay personajes que sabes fehacientemente que te van a acompañar toda la vida. Tal es el caso de Tora, la niña protagonista de ‘La casa del mirador ciego’, primera parte de la Trilogía de Tora. Narrada desde el corazón, pero también desde el estómago, Wassmo nos relata la vida de los habitantes de una isla de los fiordos noruegos durante los años posteriores a la segunda guerra mundial. La prosa de Wassmo es sencilla, bella, sobria, lírica, capaz de describir perfectamente ese paisaje inhóspito y frío del norte, que casi puedes sentir, así como a sus habitantes, la mayoría de ellos pescadores o que ejercen trabajos relacionados con la pesca, gente toda ella acostumbrada a una vida dura.‘La casa del mirador ciego’ es también una historia de personajes femeninos, de mujeres que han de buscar trabajo allá donde pueden cuando la pesca escasea y sus maridos no saben donde meterse, al mismo tiempo que han de hacerse cargo de la casa y los hijos.La protagonista de esta historia es Tora, una niña a punto de entrar en la adolescencia, hija de un soldado alemán, injuria que le recuerdan a la menor oportunidad, que vive con su madre y su padrastro, que abusa de ella sexualmente. Ante estos abusos, que mantiene en silencio, Tora se evade mediante su imaginación, inventándose historias y buscando la alegría allá donde puede, en la observación de la belleza de lo cotidiano, en la compañía de su tía Rakel, optimista por naturaleza pese a todo, en su amiga Sol, en su amigo Frits, en los libros, ese gran descubrimiento, pero siempre buscando alejarse de él, de la peligrosidad, porque no es más alegre que cuando está a solas con su madre, Ingrid, una mujer que parece haber perdido la alegría.Lo que cuenta Wassmo es duro, pero la autora noruega ha sabido describir perfectamente las situaciones sin caer en lo escabroso, algo que hubiese sido bastante fácil. No obstante, la crudeza en algunos pasajes está presente, pero Wassmo no centra su historia en el abuso, aunque siempre subyace, al igual que no cae en sentimentalismos innecesarios. La historia de Tora apela a los sentimientos, a la humanidad, que es diferente. Tora conmueve, es fuerte, es una heroína. Tora es humana, y te acompaña más allá de la lectura de la novela.

  • Sónia
    2019-05-08 23:03

    Tora é uma menina de 11 anos, fruto da relação duma norueguesa com um soldado alemão. Tal facto faz com que seja alvo da chacota dos vizinhos apelidando-o de "a fedelha alemã".Tora é também a menina que passa imenso tempo longe da Mãe, que aproveita trabalho nocturnos para dar outro conforto económico a um lar que, de si, vive em circunstâncias paupérrimas. Tal esforço maternal deveria ser motivo de gáudio para o núcleo familiar, onde também se inclui Henrik, o padrasto de Tora. Esse esforço serve, sim, para dar azo ao carácter violento de Henrik e para este abusar sexualmente da enteada.Talvez o leitor pense que esta trama é um pouco "rebuscada" ("rebuscada" no sentido em que se torna vulgar nalgumas obras) mas não é bem assim. Toda a envolvência cénica, que nos remete para algo absolutamente frio e cru faz com que esta leitura mexa com os sentimentos, e de que maneira. A escrita é bastante simples mas nem por isso tal tira qualidade à narrativa. Na sua simplicidade, com descrições perfeitamente perfeitas (perdoem-me a redundância mas é mesmo isto que pretendo transmitir), Herbjørg Wassmo desenvolveu uma obra que, apesar de não ter uma estrutura fora do comum e nem usar bastantes "floreados" estilísticos pode ombrear com alguns vultos da literatura contemporânea. Com o seu estilo muito próprio, simples mas com uma brilhante construção de personagens, já para não falar na descrição perfeita do meio envolvente. E enquanto isto Tora passa de menina a mulher, com a ajuda daqueles com quem partilha casa, com a ajuda dos livros emprestados pela Professora e fantasiando com o seu pai biológico.. Este último nunca foi referido pela Mãe Ingrid mas pela tia Rakel que, a meu ver, é o pilar da família...Há uma passagem no livro que não resisto a transcrever que, como tantas outras me tocou. Analogia perfeita para a relação entre Tora e o padrasto:(...)O gato esfolado. O cão de Bertelsen apanhara-o. Arrastara-o pela lama e pela terra. Depois disso, aquele ficou durante muito tempo na valeta.A culpa tinha de ser do gato. - porque ninguém era seu dono e tomava conta dele.(...) (Página 75)Um livro que tem tanto de belo como de melancólico e que serviu para eu ter esta autora em conta.

  • Ana Lúcia
    2019-05-09 00:20

    “Ela não sabia ao certo quando se apercebera daquilo: do perigo.”Assim começa a viagem pela leitura deste livro, onde tudo o que é mágico e belo, corresponde a algo assustador, tenebroso e nefasto…A Casa Com Alpendre de Vidro Cego conta-nos a história de Tora, uma menina de 11 anos, que carrega uma vida demasiado pesada para qualquer ser humano.Este é livro bonito, incómodo, silencioso, inspirador, tocante, triste, assustador e inseguro.Tora, que apesar de tudo resiste, consegue sonhar, apreciar coisas tão pequenas e tão grandes como o toque de uma roupa nova, o cheiro do pão acabado de fazer, uma história escrita num caderno, a leitura de todos os livros que consegue ler… vai acompanhar-me para sempre."Quando Tora lia, quase tudo o resto perdia importância." "Era por isso que Tora remava sempre de frente."Terminada esta maravilhosa leitura e perante a minha assumida total incapacidade de ler em norueguês, resta-me suspirar e esperar ansiosamente pela tradução dos dois volumes que completam a trilogia de Tora; “O Quarto Silencioso” (1983) e “Céu Doloroso” (1986), ou em desespero de causa lê-los em espanhol.

  • Sofia
    2019-04-27 22:19

    Estava à procura de palavras para classificar este livro e a primeira coisa que me veio à cabeça foi: este livro doeu-me.Por isso, aqui fica a minha opinião, simples e sincera.

  • Nelson Zagalo
    2019-05-15 06:27

    Doloroso e ao mesmo tempo livre, são os sentires que me desperta Tora, a personagem principal desta obra de Herbjorg Wassmo. Noruega, anos 1950, poucos anos depois dos alemães terem abandonado o território, a Noruega ainda não descobriu o seu petróleo e é um país onde a pobreza reina. A narração é feita na terceira pessoa, mas passamos a maior parte do tempo dentro da cabeça de Tora, uma rapariga prestes a descobrir a puberdade, como se fosse ela própria a contar o que se vai passando. Sentimos o seu ser, sentimos a sua surpresa, mas sentimos essencialmente a sua delicadeza. Tora leva-nos pelo seu mundo adentro, apresentando-nos às trevas que marcam, indo buscar forças não se sabe aonde para passar por entre as labaredas de um fogo que por muito pouco não a devora.A escrita surge ora expressiva e metafórica ora directa e crua, por outro lado ora detalhada ora abstracta e ausente, e vamos percebendo que Wassmo assim faz porque não é de relato que se trata, mas antes de memórias, memórias que se foram esfumando com o tempo. Viajamos através dos olhos de Tora, e essa é uma viagem de sentimentos não um relato de factos. A escrita ganha assim uma tonalidade poética que nos enlaça e adocica compensando os momentos mais negros que nos repelem.

  • metaphor
    2019-05-24 23:16

    Tora lives in the world where the stars don't want to see or hear about the earthen worries, where free birds use wings not for flying but as crutches while crippling through life, where only the sea adorns with a feeling of fragile security.She becomes real-self only when she is alone, sometimes the girl feels like a horrible monster because of her secret world; still it is she, Tora, with her own thoughts and life. Thoughts are the most amazing thing that Tora has ever known, though some of them are unbearable.The world hasn't got time for the other's tears.People are put on the road with a very tiny and fearsome possibility to change it. Some women do dare to have dreams; they look vainly through the window to the divine which is hidden behind nine doors. They can't even cry, emptiness takes place of tears. There is no even fight, you are doomed before your birth. You can't allow yourself to be different, people tend to ponder about those who try it, and the more they are surprised, the bigger "truths" they invent.Tora doesn't know where she is going, she deliberately gets rid of such thoughts, it is the only way to stay alive. There always should break another day for those who survive and there always should appear the face for those who dare to look at the mirror.Tora wanders among the world of the dead cold stones without love, where the only alive things are the wind, the sea and she.Her eyes were two dark pools in pearl-gray fjord ice.*Only then Tora notice that something in her was crying. Something as empty and sad as a worn-out wish.*[…] there somehow wasn’t any room for crying. Something just burst but nothing came out. Everything was too tight.*[…] her thoughts just floated beneath the blanket out in the air. Her thoughts in themselves were so big. They were the finest things she knew. It couldn’t be helped that some thoughts were unbearable.*For Tora it was worse than the danger this time. Because something good had been lost- for always. Everything awful- you could force yourself to forget that. You could run from it, fly across the parsonage fields like the wind, shout joyfully into the wind like a crazy person, […] She could sit snugly in her blanket up in the warehouse attic with all the dangers in the world, stare into the grey sky until everything disappeared and became blurred and irrelevant. But she couldn’t cope with this. This was her happiness, the only thing she really cared about having, dead and gone forever.

  • Bucket
    2019-05-06 01:30

    My heart ached the whole time I read this novel - for Tora especially but also for her mother, for her aunt, for her friend Sol and Sol's mother. These women do not have easy lives, but Tora's burden is most difficult to bear. She's just 11, but she is abused both sexually and physically by her stepfather, her mother puts up an invisible wall of sorrow and silence, and she is an outcast because her father was a German soldier (the novel takes place in post-World War II Sweden). The early pages of the novel are a bit choppy as various characters are introduced and background information is shared, but it soon settles into a good rhythm with Tora at the forefront. The ending is exceptional - Tora's waking dreams and nightmares are palpable and visceral. Absolutely deserves its international reknown. This is the first in a trilogy about Tora, but I'm not certain the other two novels have been translated - I'll have to check into it.Themes: Sweden, girl coming of age, violence/abuse, poverty, winter, women, female solidarity, post-WW2, Nordic literature

  • Deanne
    2019-05-14 22:14

    At times it's a difficult book to read. Not because it's badly written but because Tora has such a difficult life. She's the daughter of a German soldier living in post war Norway. Her mother's husband is a bitter man and she's an easy target. That said it's a hard book to put down because the characters are so interesting. May have to track down the other books in the trilogy.

  • Mara Quinta
    2019-05-03 01:08

    Um livro que me deixou praticamente sem palavras. Tão simples, tão despretensioso, tão marcante.

  • Neverending
    2019-05-15 04:07

    3,5. Wassmo skildrer både ulykke og lykke på en troverdig og god måte. Gleder meg til å lese mer om Tora og hennes historie.

  • Marina Deus
    2019-05-22 04:31

    Extraordinariamente bem escrito e bem elaborado. O leitor fica preso a Tora desde a primeira página. Maravilhoso e doloroso, mexe nas entranhas. Não é um murro no estômago, é uma valente tareia.

  • Winter
    2019-05-14 05:26

    3 StarsAnother list book down. I love that it makes me discover books I wouldn’t have otherwise. Sometimes they are gems and sometimes not as much, but I always take something away from having read them. This one is not an exception. It’s about Tora which is half German in a time where that was really hard. She lives with her mother and her step father I guess you could say and he abuses her. It’s quite the dark theme and Torda is just a girl, but strangely the novel isn’t written in a language as dark as say something like The Road. Rather it has moments of joy and it shows a small seaside community and their struggles after the war. The moments in this book which portrays Tora and her inner thoughts are asolutely captivating and some lines stay with you for a long time. Unfortunately I didn’t care as much for the rest of the novel depicting everyday life of the community. I wish we had gotten a little more of her story and her inner life. Still it was a very decent read and one I’m glad to have read.

  • Mery
    2019-04-30 05:18

    Éstelibro retrata un escenario de oscuridad, de susurros y temibles sombras, la protagonista de esta historia es la gran iluminación en medio de la tristeza, el desamparo y los abusos. Mi personaje favorito además de Tora es la tía Rakel, sin duda alguna una progresista de su tiempo y un gran ejemplo para su sobrina. Ya estoy impaciente por leer los dos libros restantes de esta trilogía que si son como ésta primera parte, sin duda disfrutaré.

  • Alfredo Rottenmeier
    2019-05-13 03:14

    Se me hace difícil pensar en una novela de iniciación/infancia donde se mezcle la mirada adulta e infantil de una manera tan intrincada como en La casa del mirador ciego (será porque me queda mucho por leer). Y el resultado es un relato que camina entre dos mundos: por un lado el de las sensaciones íntimas y únicas que producen las primeras experimentaciones del dolor y la identidad (en este caso, atroz dolor por los abusos de un padrastro miserable) y el contacto con una tierra (el Norte de Noruega) y un tiempo (la posguerra de la IIGM) que no dejan a la protagonista, Tora, pastar mansamente en el prado de la infancia y la llevan a profundizar en los aspectos esenciales de la experiencia; y de otra parte la aparición salvaje de los adultos que, en contraste, parecen transitar como sonámbulos, apenas sintiendo en una inconsciencia teñida por los engaños y la resignación.Herbjorg Wassmo utiliza registros livianos y poéticos por igual, provocando un efecto turbador: en ocasiones el narrador habla como un niño y en otras la niña piensa como un adulto, siendo estos últimos los que enganchan en la bola de remolque del corazón para llevarlo a una meseta de desolación. Cierto que uno encuentra fórmulas que le parecen simplonerías, pero el resultado final es implacable.Comparada con otras novelas de temática y tratamiento parecidos (pienso en Claus y Lucas, de Agota Kristoff, o en La niña que amaba las cerillas, de Gaetan Soucy) se echa de menos una respuesta heroica y contundente al sufrimiento. Aquí en cambio, apenas hay una huida hacia ninguna parte en medio del frío y la noche, "esa oscuridad sin paredes" donde Tora halla un refugio de paz y soledad. Una obra muy recomendable. A por la trilogía que voy...

  • Charlotte B.
    2019-05-05 01:14

    Comment dire ... J'ai failli pleurer toutes les larmes de mon corps en finissant ce roman. J'avais beaucoup aimé Cent Ans de la même autrice, et celui-là, qui est resté dans ma PAL pendant plus de 10 ans, il m'a bouleversée. On peut facilement passer de l'horreur et de la violence à l'infinie beauté de la vie en quelques lignes à peine. C'est un ascenseur émotionnel qui retourne les tripes. La plume est si belle. C'est à la fois très terrien, très brut et incroyablement poétique. Impossible de lire ce roman sans avoir l'impression d'être Tora, le personnage principal du roman, de vivre ce qu'elle vit, de ressentir ce qu'elle ressent. Surtout en tant que femme. C'est d'ailleurs un roman qui parle d'une très belle façon de féminisme, dans cette Norvège d'après-guerre. Les femmes de ce roman sont extraordinaires, certaines fortes, d'autres faibles, certaines débordantes de douceur et d'autres brisées. Il y a, de manière générale, le pire et le meilleur de l'humanité dans ces pages. C'est une histoire très dure et pourtant, c'est la beauté de la vie qui ressort. J'ai toujours eu un peu peur de le lire (quand on lit la 4e de couverture on sait que ça va être douloureux), et pourtant, je pense que même dans les pires moments, il faut lire ce livre, pour se rappeler de l'incroyable force des petits riens qui font la vie.

  • Kara
    2019-05-05 04:26

    While beautifully written, this book is very difficult to read due to its subject matter. Wassmo's stunning story takes place in a northern fishing village in Norway after WWII. The main character, 11-year-old Tora, is relatable, imaginative, and worthy of our confidence. The representations of sexual abuse in the novel is hard to bear, but Tora's imagination and resilience shines through the darkest of circumstances. It also shows a brutally honest depiction of the hard-working women of this small fishing town (including Tora's mother, Ingrid, and Aunt, Rachel). I'm hoping Wassmo's other 2 books in this trilogy have been translated into English.

  • Ann
    2019-05-02 05:29

    It is a story of a young girl struggling with her life that is not rosy at all. She is a daughter of a German soldier after the war (in Norway), her stepdad is violent and abusive, her mother seems to be blind to all the things around her and thus Tora feels alone. The angst is quite well described although at times it seems that the author has overestimated the intelligence of an 11-year old. The backround story was also rather captive.But I did not like this book. The writing style was not enjoyable. To many … and unfinished thoughts.

  • Eadie
    2019-05-05 02:29

    The House With The Blind Glass Windows was an excellent peek into a fishing village in northern Norway and also the life of 11 year old Tora. Her plight for safety from her sexually abusive stepfather and the need to connect with her mother is a heartbreaking story. Throughout the whole novel, Tora has remarkable strength and fights her battle alone. I look forward to reading the rest of the trilogy but unfortunately, the rest has not yet been translated.

  • Marie-Paule
    2019-05-22 22:05

    Eerste deel van de Tora-triologie.De Noorse schrijfster Wassmo (zelf ook geboren in Vesterålen) beschrijft het leven in een klein vissersdorpje op dit eiland. Het hoofdpersonage Tora gaat gebukt onder een stigma van moffenkind;Wordt door haar stiefvader misbruikt (in het boek omschreven als het 'gevaarlijke')

  • Ida
    2019-05-07 01:20

    Denne likte jeg godt. Wassmo skriver godt, og det er noe spesielt med nordlendinger, fiskevær og fordums tider.

  • Krista
    2019-05-18 23:10

    Hirmus raamat, imeliselt jutustatud.

  • Ingrid Verschelling
    2019-05-04 04:12

    Het huis met de blinde serre van de Noorse schrijfster Herbjørg Wassmo is boek van de maand april, welke wij met de Facebookgroep Literatuur uit het Hoge noorden gezamenlijk lezen en aan het eind van de maand bespreken. Het huis met de blinde serre van Herbjørg Wassmo speelt zich af rond 1955 en is het eerste deel van een serie, de Tora- trilogie. De andere delen zijn: De stille kamer en Huidloze hemel. Herbjørg Wassmo kreeg voor deze trilogie een hoge literaire onderscheiding in Noorwegen. Ze werkte als lerares in Noord- Noorwegen tot haar debuut als auteur, met een verzameling gedichten. Met haar eerste roman “Het huis met de blinde serre” brak ze door in 1981. Dit is niet het eerst boek wat ik van deze schrijfster heb gelezen en zeker niet het laatste.De twaalfjarige Tora leeft met haar moeder en stiefvader in een Noors vissersdorpje op een eiland van de Lofoten in Noord- Noorwegen. Tora is geboren uit een relatie tussen haar moeder en een Duitse officier, “de vijand” en is daardoor een 'moffenjong', een bastaardkind. Ze worden door de gemeenschap geminacht en uitgescholden. Haar moeder is hertrouwd met een man, die in de gevangenis heeft gezeten en alcoholicus is. Hij werkt niet en Tora ’s moeder doet veel werk op de visafslag en schoonmaakwerk. Als ze naar haar werk is, wordt Tora seksueel misbruikt door haar stiefvader, voor wie ze doodsbang is.Tora kan niet praten met haar moeder over wat haar allemaal overkomt, ook niet over het misbruik. Haar moeder kan er zelf niet over praten en stopt haar gevoelens weg, door er over te zwijgen en verwijt haar de moeilijkheden, waarin ze gekomen is, omdat ze nog niet voor zichzelf kan zorgen. Haar tante Rakel, de zus van haar moeder is heel anders en soms fantaseert Tora, dat haar tante haar moeder is. Rakel heeft zelf geen kinderen, en mist dat heel erg in haar leven. Tora wil heel graag de goedkeuring van haar moeder, maar die werkt alleen maar. Ze is niet in staat de liefde van haar moeder te winnen. Gelukkig kan ze altijd bij haar tante terecht en ook heeft ze haar boeken nog, die ze van iemand mag lezen. Daar kan ze helemaal in verdwijnen. Tora fantaseert ook over haar vader, die nu wel in Berlijn zal wonen. Ook tijdens het misbruik probeert Tora in haar fantasie ergens anders te zijn, totdat dat een keer niet lukt …Het verhaal wordt verteld vanuit het perspectief van Tora. Door haar fantasie probeert ze te overleven. Je voelt haar verdriet een eenzaamheid. Toch heeft Tora kracht in zich. Je leeft mee met Tora en haar moeder, haar tante Rakel en al die mensen, die geen gemakkelijk leven hebben. Het zijn allemaal interessante personages. De schrijfstijl van Herbjørg Wassmo is fijn en ze vertelt beeldend hoe zwaar en moeizaam het leven is op zo ’n afgelegen eiland, helemaal in het noorden. Het huis met de blinde serre is een aangrijpende roman, voor mij vier sterren waard.

  • Indrė Qd
    2019-04-29 01:02

    Tipiška Herbjørg Wassmo stiliaus knyga. Skandinaviška. Čia niekas ant lėkštutės nepadės ir neatneš faktų, jausmų, įvykių. Būtinas įžvalgumas, gal net jautrumas, kad suprastum kas vyksta ir kaip dėl to jaučiasi herojus. Priminė su malonumu perskaitytą autorės "Dinos knygos" seriją.Recenzijose nuolat minimas knygos niūrumas. Nesutikčiau - jo yra, bet nereikia susitelkti tik į jį. Galų gale ne apie tai ši knyga.Paslaptinga, skandinaviškai šalta, bet įtraukianti ir žavinti knyga. Mane visuomet žavi autoriai, kurių kūriniuose jaučiamas savitumas. Herbjørg Wassmo šioje knygoje jį dar kartą pademonstruoja.Iš knygos kažko ypatingo gal ir nepasisemsite, bet ir nepasakysite sugaišę savo brangų laiką.

  • Amerynth
    2019-05-16 01:25

    Herbjog Wassmo's "The House with the Blind Glass Windows" is a good book but profoundly sad, making it difficult to read. Her protagonist Tora is living in a very poor fishing village and suffers abuse of every kind imaginable at the hands of her stepfather. Her mother has essentially checked out and Tora suffers in silence.Much of the book focuses on Tora's inner life and longing to escape. It really rings true and has an honest feel about it. I liked Tora and the writing enough that I will be on the lookout for the other books in the trilogy.

  • Joana Guerra
    2019-05-23 00:15

    The story of this book can turn around stories already told before by several authors, as Tora is a young girl feeling different because her father was a Deutsch soldier and left its marks of grief. Her mother is a part of her wellness, but she works hard and Tora spends many time alone, fearing her drunken stepfather, that abuses her. Tora is a dreamer too, and she alienates from the world that surrounds her by dreaming. The story is filled with a feeling of desolation and bleakness that makes it interesting and emotive.

  • Pi.
    2019-05-21 04:15

    Muy bueno. Sin peros.Continuando mi constumbre de releer antes de continuar con los tomos posteriores, leí por segunda vez este libro. Sigue igual de cautivante y angustioso. Al voltear cada página sempre deseo intensamente (aunque ya sabía que no sucedería) que Tora corra a casa de la tía Raquel a contarle sobre la peligrosidad.También me gusta leer sobre la vida en lugares que hace más frío del que me puedo imaginar (yo habitante del Sur del mund). Qué comen, cómo se bañan, etc.Qué mundo más frío y oscuro (en todos los sentidos) el que le tocó a Tora. Recomendado vivamente.

  • Ffiamma
    2019-05-17 23:08

    libro durissimo, ambientato in una sperduta isola norvegese negli anni successivi alla seconda guerra mondiale. tora, figlia di un tedesco, vive nella miseria con la madre e il patrigno; subisce lo scherno dei suoi coetanei e la violenza in famiglia. intorno a lei povertà, malattia, abbandoni, segreti e qualche sprazzo di luce e dolcezza- e i tentativi di salvarsi, cercando poesia e bellezza nelle piccole cose. primo volume di una trilogia, peccato che gli altri titoli non siano stati tradotti.

  • metaphor
    2019-05-09 06:09

    God’s uncaged birds were often overlooked. They didn’t fly-didn’t even hop. But they used their wings for support as they dragged themselves back and forth. A wing can be used for so many things.*Memories…of something else, something different? If only she could have her memories in peace! If only she could have the peace to sit down and make herself warm and happy by remembering a loved face, hands… a life that should have been…